segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pacientes do CAPS Una vem conhecer Portinari e participar das oficinas de arte


Como vem acontecendo em cada uma das cidades, aqui em Una os pacientes do CAPS também participaram do projeto Portinari para Todos.
As atividades de arte fazem parte do cotidiano dessas pessoas, funcionando como uma terapia ocupacional, e aqui nas nossas oficinas todos se sentem muito à vontade e criam livremente.
O grupo veio acompanhado de duas terapeutas, que se mantiveram atentas às necessidades de cada um deles.
Cada um escolheu a atividade mais prazerosa. Uns gostam de pintar...






E exibem, felizes, o resultado!







Há os que escolhem os recortes com papéis coloridos




Compor mosaico com grãos e sementes também é uma atividade agradável
As três mulheres do grupo ganharam  bonequinhos de pelúcia e saíram felizes, exibindo os trabalhos que realizaram junto com os presentes.


As turmas de Educação de Jovens e Adultos/EJA chegam às 19 horas


Em todas as cidades em que estivemos com o projeto Portinari para Todos recebemos turmas de EJA.

 As idades desses alunos variam muito – às vezes são jovens entre 18 e vinte e poucos anos, que deixaram a escola ainda crianças, mas que agora sentem necessidade de dar continuidade  aos estudos, para terem maiores oportunidades de trabalho.
Há também os adultos entre 30 e 70 anos. Alguns já frequentaram a escola, mas a maioria está em processo de alfabetização. Os filhos, às vezes, acompanham as mães, e até as auxiliam nos trabalhos escolares.






As oficinas complementam a visita orientada à exposição. A  professora Nadja, conta a história de Portinari, enquanto apresenta os quadros, explicando cada um deles de forma bem simples, para que todos possam compreender o processo de trabalho do artista, e também contribuir com suas experiências particulares de vida, trazendo suas próprias narrativas, enriquecendo assim cada momento da visita orientada.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

UNA – 241 anos de história - 87 anos de emancipação política


No início do século XVIII a então rainha de Portugal, D.Maria I, que nesse período assumiu o trono em Portugal encaminhou uma carta ao governador e capitão geral da província da Bahia, o senhor Rodrigues José de Menezes, doando parte de alguns hectares de terra para uma família de origem portuguesa, tendo como requerente a senhora Maria Clementina Henriqueta. As terras ficavam situadas na confluência dos rios Una e Braço Sul.
No ano de 1809 uma leva de imigrantes alemães, austríacos e poloneses chegou no atual município de Una e formou a primeira povoação primitiva, entre os rios Una e Maroim. Anos depois, devido às mudanças climáticas, a povoação foi tragada pelo mar. Seus habitantes construíram uma nova povoação onde hoje é o atual distrito de Pedras.
Em 1860 a povoação foi elevada à categoria de freguesia e distrito, tendo como patrocínio de Santo Antônio da Barra de Una.
No governo provisório do Marechal Hermes da Fonseca, no dia 2 de agosto de 1890, foi criado o município de Una, que até então pertencia ao município de Canavieiras. A partir de 15 de agosto desse mesmo ano foram instaladas a vila e a Câmara Municipal, tendo como intendente o coronel João David Fuchs. A sede era a antiga Vila de Una, hoje povoado de Pedras. O ato de criação do município não delimitava a área territorial. No ano de 1923, através da Lei Estadual 1.326, foi suspensa a criação do município. Só a partir de 2 de agosto de 1924 o município foi considerado território desmembrado do município de Canavieiras, com sede na povoação de Cachoeirinha, atual cidade de Una. No governo do Dr. Francisco Marques de Góes Calmon, em primeiro de janeiro de 1939, a Vila de Cachoeirinha foi elevada à categoria de cidade, com a denominação de Una.
No final do século XIX Una recebeu elevado número de imigrantes. Há registro de cerca de 1.825 indivíduos que imigraram da Europa para o município de Una. Neste cenário destacam-se os núcleos coloniais denominados Muniz e Theodora; instalado o primeiro próximo à barra de Comandatuba e o segundo no Rio Una, ambos no atual município de Una. Já na década de 50, amparados pelo Decreto Lei7967, o Instituto Nacional de Imigração e Colonização (INIC), o Serviço de Colonização Japonesa no Brasil (SCJB),  criaram no atual distrito de Colônia, a 10 km do município de Una, o Núcleo Colonial de Imigrantes Japoneses.
O último fluxo de imigrantes estrangeiros para o município de Uma foi no início dos anos 60, após o processo de descolonização da África, quando o município de Uma recebeu várias famílias de imigrantes belgas.
Texto de autoria do Secretário de Educação de Una, professor e historiador, Antonio Raimundo  Silva de Santana.

O Museu da cidade guarda objetos, fotos e documentos que contam um pouco da história de Una.
Os objetos foram doados por antigos moradores da cidade













O rio Una passa pela entrada da cidade trazendo um pouco de beleza para a avenida beira-rio.







O calçamento está sendo reconstruído e a paisagem  beira-rio não é das mais bonitas...







O centro da cidade concentra um comércio modesto






A reserva Biológica de Una
Criada em 1980 por decreto do governo federal, a reserva biológica de Una compreende uma área de 7.022 hectares, com uma concentração de 4.500 hectares de mata. A área abriga cerca de 350 espécies de aves, várias espécies de  primatas , roedores, carnívoros etc.
A REBIO Una é o habitat de dois primatas que correm o risco de extinção:
 o mico leão da cara dourada 






o mico leão preto

 






A região é importante como a maior diversidade de árvores do mundo, onde são encontradas cerca de 450 espécies diferentes em um hectare de floresta.

A Escola Municipal Anísio Teixeira visita a exposição Portinari


Anísio Teixeira (1900-1971) foi  um dos mais importantes educadores brasileiros. Baiano, de Caetité, revolucionou o ensino no Brasil criando o movimento conhecido por “Escola Nova”. O querido educador é homenageado em vários estados brasileiros, dando nome a diversas escolas públicas.
 
O ônibus escolar chega, trazendo um grupo de  alunos do 5º.ano, curiosos, com grande  expectativa do que irão ver na exposição. Recebemos os alunos da escola Anísio Teixeira de Una, acompanhados das professoras.
A professora Nadja apresenta Portinari ao grupo
Para que, em seguida, todos sejam levados às oficinas.



Criativos, todos querem exibir seus trabalhos
E, antes de voltarem para a escola, posam para a foto do grupo , junto ao nosso caminhão.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Novos visitantes da Exposição Portinari: Crianças do PETI( Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) Crianças das Escolas do Campo – Fazenda Bolandeira e Pedras de Una


Existe, em mais de 3,5 mil municípios brasileiros, um programa conhecido como PETI, Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, que visa afastar crianças e adolescentes de até 16 anos das práticas de trabalho infantil.  
O PETI é gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, está  inserido no Sistema Único de Assistência Social (Suas) e as famílias que participam do  Programa têm acesso à transferência de renda do Bolsa Família.

Complementando a educação formal, as crianças são incentivadas a praticar atividades culturais e desportivas, e, assim, recebemos um grupo de crianças que  participam deste programa no município, acompanhadas por duas professoras.






As escolas do campo estiveram presentes por várias vezes na exposição e entre elas, recebemos alunos da Escola localizada na Fazenda Bolandeira, uma das maiores fazendas da região, situada no caminho que vai para Comandatuba.
A professora Yone   acompanha o grupo.



A as crianças da escola de Pedras de Una, acompanhadas  da profa. Silélia.
 vieram  com as da Fazenda Bolandeira.
A professora Nádja, monitora, apresenta Portinari ao atento grupo