sexta-feira, 10 de junho de 2011

As escolas de Canavieiras


O Município conta com 16 escolas no perímetro urbano e 42 no interior, na chamada zona rural. A maioria das escolas do interior têm somente um professor e são multisseriadas. Em uma mesma turma a professora atende a alunos de diferentes idades e séries , o que quer dizer que crianças de 5 anos podem estar estudando junto com adolescentes de 14, 15, 16 anos, com centros de interesse inteiramente opostos.
O estado da Bahia mantém 4 escolas em Canavieiras, com cerca de 3.000 alunos.
 São 7 as escolas particulares.
O grande apoio que nos foi dado através da Secretaria Municipal de Educação foi essencial para o sucesso do projeto aqui em Canavieiras. A Secretária, professora Genita e sua assessora, professora Ana Maria, não mediram esforços para que todas as escolas viessem visitar a exposição e participar das atividades de arte.
Esta é a professora Ana Maria, assessora da Secretária. É professora de artes, e  faz com que tudo aconteça com sucesso, pois para ela não há dificuldades. Somos atendidas em tudo o que precisamos. Obrigada Professora Ana! O Projeto Portinari levará uma excelente imagem da Secretaria de Educação de Canavieiras, de seus funcionários e principalmente da senhora e da Profa. Genita.
Foi disponibilizado um ônibus escolar para trazer os estudantes e seus professores, facilitando a vinda das escolas mais distantes.
 Todas as escolas municipais  e estaduais receberam o “ bauzinho do pintor” e algumas já iniciaram o trabalho com os alunos.
No dia da inauguração da exposição o Prefeito e a Secretária de Educação receberam o material, que foi posteriormente distribuído às escolas durante o seminário de capacitação de professores.
Registramos alguns momentos da visita orientada às escolas municipais , como na sequência abaixo.
A Escola Municipal Professora Noécia trouxe diversas turmas. Para criarmos um clima descontraído e convidativo à participação de todos, pedimos que os alunos se sentem no chão para uma “roda de conversa”.
Já no toldo ateliê, os alunos se dividem em grupos e procuram as atividades que mais gostariam de fazer.
Temos oficina de Pintura
Confecção de mosaico
Oficina de desenho
Uma outra atividade realizada durante a visita é o convite  para plantarem uma árvore virtual no site Tainá 3. Os alunos gostam muito desta atividade tão lúdica como educativa, pois com esta atitude estamos também realizando uma ação importante da educação ambiental, pois esta árvore estará sendo plantada na realidade, na Amazônia.
Visitem o site http://www.taina3.com.br/ e ajudem a reflorestar a Amazônia.


Alguns professores do Colégio Estadual Gov. Paulo Souto já iniciaram o trabalho com o bauzinho e os alunos retornam à exposição para colher informações sobre os quadros e realizar a pesquisa solicitada.







Os alunos do Colégio Estadual Osmário Batista participam ativamente da apresentação da professora  Solange.
Os alunos e alunas do curso de formação de professores participam, fazem anotações e muitas perguntas. São muito interessados e comentam que o que estão vendo será incorporado aos trabalhos de sala de aula.
Todas a noites recebemos os alunos da EJA. São adultos que já cumpriram uma dura jornada diurna de trabalho e à noite frequentam a escola para conquistar o conhecimento que não tiveram na infância. São esforçados, interessados e participantes das atividades de arte.

As escolas particulares João Calvino  e El Shadai trouxeram várias turmas e as crianças  participaram com grande entusiasmo



Calvino 7
Nos dois primeiros sábados que passamos na cidade  recebemos  três grupo de crianças de duas entidades espíritas de Canavieiras . Um deles da Comunidade Espírita Bezerra de Menezes e dois, do Centro Espírita União e Fraternidade.

Solange fez a visita orientada com o grupo. Além de descrever os quadros de Portinari , a professora Solange ressalta os conteúdos sociais que a obra de Portinari encerra, comentando dos valores humanísticos contidos nos  painéis Guerra e Paz e  fala também da necessidade de unirmos esforços por uma cultura de PAZ.
Ao encerrar sua apresentação Solange foi procurada pela professora Cleia, acompanhante do grupo, e que atende às crianças nas aulas de evangelização do Centro Espírita União e Fraternidade. A professora nos contou da sua alegria ao ouviu de Solange palavras que enfatizavam  a maneira como a arte de Portinari  está tão identificada com o cuidado com o ser humano, com o amor ao próximo; questões tão importantes interpretadas pelo artista. 
E para encerrar a semana, no domingo recebemos o grupo “  Desbravadores “ , da Igreja Adventista de Canavieiras.


Coral das Marisqueiras e Pescadores da Ilha de Atalaia


Na sexta feira, dia 3 de junho, fechamos a semana com uma boa notícia – já tínhamos alcançado o expressivo número de 927 visitantes !
Estamos  cumprindo com o prometido: PORTINARI PARA TODOS, pois vimos atendendo a todos os públicos -  crianças das turmas do ensino infantil, pré-adolescentes, jovens e adultos das classes noturnas de EJA, alunos da APAE, pacientes adultos do Centro de Atendimento Psico-Social (CAPS)  e alunos das escolas particulares de diferentes religiões. Até o dia 11 ainda teremos, com certeza, muitos visitantes a nossa exposição  e também participando de nossas oficinas de arte.
Nesta mesma sexta feira tivemos o grande prazer de receber o CORAL DAS MARISQUEIRAS E PESCADORES DA ILHA DE ATALAIA .  Sete mulheres cantando e dois homens  acompanhando-as na  percussão .
Essas grandes mulheres que ganham o seu sustento e dos seus filhos pegando caranguejo e marisco nos manguezais da região, contam, cantando  o seu cotidiano de lutas e conquistas.
A professora Vanessa  conduz o grupo até a praça


O vestido branco, longo, com que elas se apresentam é adornado com muitas conchinhas presas a uma faixa na cintura e o som que elas produzem serve como acompanhamento das vozes.  Enfeites de conchas e mariscos prendem os cabelos e um fio com uma única concha pendente compõe o colar no pescoço. 
Solange, nossa colega de trabalho, comenta que essas mulheres parecem se transformar, saindo de  suas realidades de labuta pesada, quando vestem o branco para se apresentarem.


“ Agora chegou a vez vou pescar, siri , aratu, caranguejo , pra catar”. Esta é uma das músicas do repertório do coral.

A coreografia acompanha os movimentos que as marisqueiras fazem com a vara e a rede no momento em que pegam os caranguejos no manguezal.


“ Vamos pescar marisco no mangue, caranguejo, aratu, siri. Se você pescar menos que eu , podemos até dividir.”
A música fala do comportamento solidário das mulheres marisqueiras, que se ajudam mutuamente, dividindo o produto do dia com aquelas que não conseguiram pescar o bastante para levar para casa, para o consumo da família e a venda na cidade.
“Sou marisqueira da Ilha de Atalaia.  Ilha bela, à beira do mar. Quem vem aqui se encanta, no outro dia, com certeza, quer voltar.
Sejam bem vindos, amigos visitantes, nesta festa cultural de valor.
Lhes  desejamos muita alegria, harmonia, paz e muito amor”. 
 









Após a apresentação nos juntamos todos para uma  “ roda de conversa”, com ”seu” João, líder dos pescadores da Comunidade de Campinhos, nossa equipe e as marisqueiras.  Vanessa, que trabalha na escola de Atalaia como professora, organiza as apresentações do grupo e me fala sobre as dificuldades que elas encontram  para dar continuidade ao coral. Elas carecem de instrumentos musicais que possam enriquecer as apresentações  e de um professor de música para ensaia-las e aprimorar seus conhecimentos musicais.
Os amigos que nos seguem neste blog que desejarem ajudar de alguma forma essas bravas mulheres da Ilha de Atalaia podem entrar em contato com a Vanessa pelo
e-mail: vanessalinhares10@yahoo.com.br  ou através do telefone : 73-9933-5623
A apresentação do coral veio enriquecer a exposição de fotografias dos pescadores de Atalaia que montamos  em nosso toldo-ateliê .
 


Para que os amigos que nos seguem possam ter uma ideia do trabalho dessas mulheres, aí vai esta foto linda de uma delas, retirando os mariscos das raízes da vegetação do manguezal.  Ela esta submersa até a cintura na água lamacenta do rio, com o balde pendurado no braço e a faca para a extração em um das mãos. As raízes são como tentáculos que emergem da lama negra das margens do rio Pardo.
O marisco é levado para casa, catado, ensacado e levado para a venda na cidade. Para fazer um quilo do molusco são necessários cerca de 120 mariscos. Isto significa muitas horas de trabalho dentro da água do rio.
 

terça-feira, 7 de junho de 2011

A Praça


A praça da Bandeira, local onde nos estabelecemos aqui em Canavieiras, é bem diferente da praça D.Eduardo, de Ilhéus. Situada em um bairro bem tranquilo da cidade, a praça é circundada por um casario baixo, antigo, e por algumas poucas casas, mais modernas,  como a casa do Prefeito atual, além dos imponentes prédios, de estilo clássico, da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação,  em cada um dos extremos .
A Prefeitura  
 
 A exposição “ Portinari, Arte e Meio ambiente” está colocada na sala de entrada da Secretaria. Os estudantes são trazidos para este local, onde se sentam no chão, formando um ambiente bem descontraído e informal para ouvirem as explicações sobre a vida e a obra de Portinari, mais especialmente  as que foram selecionadas para tratarmos do tema deste projeto – o meio ambiente.


 

Nosso caminhão “ Portinari para Todos”  fica estacionado em frente à  Secretaria de Educação, junto ao toldo onde funciona o ateliê de arte, local em que as crianças exercitam a criatividade fazendo lindos desenhos, pinturas, colagens.







Secretaria de Educação



Árvores seculares oferecem boa sombra aos que buscam tranquilidade, sentados nos bancos da calçada larga que  circunda a praça. O formato retangular e os muitos metros de comprimento favorecem bastante o  espaço de lazer.




 



Além das brincadeiras das crianças muitas outras coisas acontecem na praça, como esta reunião dos recreadores  das escolas municipais, com seu coordenador. Muitos chegaram em suas bicicletas, o transporte mais comum dessa cidade, e as estacionaram junto à calçada da praça, podendo-se ver, ao fundo, o prédio vermelho onde funciona a Secretaria Municipal de Cultura.



  


Este boliviano revive o tempo em que os hippies ainda ocupam as praças públicas para vender seu artesanato.
E ,ao anoitecer, temos essa bela visão do prédio da Prefeitura.